Erro

Pensar, sentir, agir!

Postado por Nathália Brito Silva em 10/04/2018 19:03:46


A terapia cognitiva formulada por Aaron T Beck na década de 60 constitui numa terapia de curta duração, estruturada, com foco no momento presente, voltada para a resolução de problemas e a mudança de pensamentos e comportamentos ditos disfuncionais ou inadequados (Beck, 1964 apud. Beck, 2013) que a torna diferente das demais abordagens teóricas. O modelo cognitivo proposto por Beck avalia a visão que o paciente tem de si, do outro e do futuro além de promover a avaliação e reestruturação de  pensamentos, emoções e comportamentos, através de um conjunto  de  estratégias e técnicas utilizadas no processo psicoterápico.

O psicólogo e o paciente trabalham ao longo dos atendimentos buscando identificar as crenças e pensamentos que interferem de maneira significativa na vida e que são a queixa trazida, para assim compreender suas emoções e comportamentos.

Nesta perspectiva, terapeuta e cliente trabalham juntos e de forma colaborativa, para traçar a melhor “rota” para a resolução do conflito, que se apresenta. Para o modelo cognitivo o pensamento disfuncional, ou seja, aquele que contém falhas na interpretação do pensamento, e que não é o mais adequado por conter uma interpretação equivocada da realidade, este recebe atenção especial no tratamento, sendo alvo de modificação.

Esses pensamentos automáticos estão localizados a nível pré-consciente, são facilmente identificáveis e acessíveis. Tratam-se de cognições passageiras e espontâneas sobre algo ou alguma situação. Calma, ninguém está imune a esses pensamentos que provocam emoções negativas como medo, ansiedade, nervosismo, angustia etc, mas saiba que eles são tratáveis e reversíveis através de sessões de terapia.

Quando o paciente aprende a realizar uma avaliação mais adaptativa de si este responde melhor ao tratamento e consequentemente poderemos trabalhar no processo de mudança.

Tudo o que pensamos influencia o humor, gerando uma emoção que virá a se desdobrar em reações comportamentais que podem ser físicas ou emocionais no individuo. É o caso daquela pessoa que sente ansiedade quando se vê diante de certa situação, sair sozinha, por exemplo, ao pensar em sair surgem vários pensamentos, que fazem a pessoa sentir-se mais ansiosa, e ela desiste de sair, evitando algo que seria disparador de ansiedade.

O objetivo da TCC é a mudança dos estilos de pensamentos e comportamentos disfuncionais, e de forma indireta a modificação das emoções que influenciam de maneira negativa a vida do paciente, tendo em vista que a maneira como me sinto, também influencia a maneira como penso e me comporto.

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Referência: Beck, J. S. (2013). Terapia Cognitiva-Comportamental: teoria e prática. 2ª Ed. Porto Alegre. Artmed. 413 p