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Como saber se eu tenho um transtorno de ansiedade

Postado por José Geraldo Ferreira da Silva em 04/09/2019 19:28


Diversas características podem ser observadas para determinar se a ansiedade de uma pessoa se qualifica como um transtorno clínico:

1 Intensidade exagerada. A ansiedade clínica tende a ser muito maior do que se esperaria em uma determinada situação. Por exemplo, sentir ansiedade intensa ao atender o telefone, ao dirigir sobre uma ponte, ao fazer um pedido a um atendente de loja ou tocar uma maçaneta sugeririam um nível anormal de ansiedade porque estes tipos de ações causam pouca ou nenhuma ansiedade na maioria das pessoas.

2 Persistência. A ansiedade clínica tende a persistir por mais tempo do que os estados não clínicos. Todo mundo se preocupa de vez em quando, mas as pessoas com preocupações patológicas a experimentam por horas ou dias a fio.

3 Interferência. A ansiedade clínica tende a interferir no funcionamento no trabalho ou na escola, em eventos sociais, no lazer, nas relações familiares e em outras atividades. Os efeitos negativos da ansiedade podem limitar-se a algumas áreas da vida, mas o impacto é com certeza perceptível.

4 Ansiedade ou pânico repentino. Um aumento ocasional da ansiedade ou até pânico não é incomum, mas ocorrências frequentes podem representar um transtorno de ansiedade. O pânico espontâneo, sem motivo aparente, é especialmente digno de atenção, e o desenvolvimento do medo de ter outros ataques de pânico é uma característica significativa dos transtornos de ansiedade.

5 Generalização. Nos transtornos de ansiedade, o medo e a ansiedade com frequência se espalham de um determinado objeto ou situação para um amplo espectro de situações, tarefas, objetos ou pessoas. Por exemplo, se você tiver um primeiro ataque de pânico enquanto estiver em um restaurante lotado, e isso te assustar, e você começará a se certificar de que os restaurantes não estejam muito lotados antes de você entrar.

6 Pensamento catastrófico. As pessoas com ansiedade clínica tendem a pensar sobre as piores hipóteses. Uma vez que a ansiedade sempre envolve antecipação (os “e se”), o estilo de pensamento nos transtornos de ansiedade pende para a presunção de que sérias ameaças são muito mais prováveis do que realmente são.

7 Evitação. A maioria das pessoas com transtornos de ansiedade tenta eliminar ou ao menos minimizar sua ansiedade evitando qualquer coisa que a dispare. Os gatilhos podem ser certas situações (p. ex., lojas lotadas, dirigir em rodovias, dependências públicas, reuniões, salas de cinema, ou igrejas), indivíduos (desconhecidos, pessoas “suspeitas”, autoridades, enfermos, etc.) ou objetos (tais como pontes, túneis, hospitais, certos animais).

8 Perda da segurança ou do sentimento de tranquilidade. Por fim, as pessoas com um transtorno de ansiedade com frequência sentem-se menos seguras ou protegidas do que as outras. Embora possam fazer muitas coisas para sentirem-se seguras, qualquer senso de segurança é de curta duração, e o sentimento de apreensão e de ameaça retorna. Relaxar ou permanecer calmo pode ser muito difícil. Nos transtornos de ansiedade, a pessoa pode se sentir inquieta, tensa e agitada na maior parte do tempo. A dificuldade para dormir pode ser um problema importante na maioria dos transtornos de ansiedade.

Se alguma das características descritas acima se relaciona de alguma forma com você, ou se você sofre com prejuízos no cotidiano por causa da ansiedade, procure ajuda de um profissional de saúde mental. Estamos aqui para lhe ajudar. 

Fonte: Clark, David A. Vencendo a ansiedade e a preocupação com a terapia cognitivo-comportamental : manual do paciente [recurso eletrônico] / David A. Clark, Aaron T. Beck ; tradução: Daniel Bueno ; revisão técnica: Elisabeth Meyer. – Porto Alegre : Artmed, 2014