Erro

Quais são os outros pilares de uma relação além do amor?

Postado por Flavia Franciny Costa Rojas em 18/01/2022 21:25


“O amor suporta tudo” você algum dia já ouviu essa frase? Ela dá margem a diversas interpretações, mas a mais recorrente é a ideia de que basta que haja amor para que tudo se ajeite em uma relação. Ou que o amor, a paixão, rompe qualquer dificuldade e barreira. Sem dúvidas, é necessário que em uma relação haja um gostar/amar/desejar o outro que permite que tudo se inicie e dê sentido a uma relação. Porém, só o sentimento não é o suficiente a longo prazo, é necessário que hajam outros “alicerces” que deem sustentação ao relacionamento. E sem esses outros alicerces pode ser que a relação em dado momento desmorone

 

Mas afinal de contas, que outros elementos são esses? Em um relação é necessário, dentre outras coisas, que haja:

 

Respeito

 

Sem respeito é provável que a relação se torne um campo de guerra. Não respeitar as opiniões, agredir verbalmente ou fisicamente, expor o parceiro para outras pessoas, criticar continuamente são exemplos de situações de ausência de respeito em uma relação. Quando há respeito é possível enxergar os limites do outro e se esforçar (se for preciso) para não ultrapassá-los, permitindo que a relação seja leve e que haja admiração pela figura do parceiro(a).

 

Confiança

 

Estar ao lado de alguém de quem você desconfia do caráter é como abraçar um cacto e esperar não ser ferida pelos espinhos. Se o parceiro der motivos, é mais do que necessário  uma responsabilidade consigo mesmo (a) e pensar o porquê de se manter nessa relação. Uma relação sem confiança se torna um martírio diário, é um peso para quem carrega o medo de que o outro aja em desacordo com os valores da relação e é cansativo para aquele que é alvo de cobranças. É necessário colocar as cartas na mesa e verificar o que gerou tal conflito, se comprometendo em cuidar desse fantasma, seja ele fruto de uma insegurança no histórico de vida individual seja no histórico do casal. 

 

Parceria

 

Cumplicidade e apoio mútuo é um pilar importante em uma relação. É necessário enxergar que, ainda que haja uma individualidade, o casal caminha junto. Apoiar o outro, oferecer ajuda e abrir espaço para decisões conjuntas fortalece o relacionamento. A parceria não surge apenas em decisões importantes, mas é também no convívio simples e cotidiano, nos pequenos atos que demonstram cuidado e reciprocidade.

 

Valores 

 

É comum e esperado que haja divergência de pensamento em uma relação, ou que as pessoas não compartilhem os mesmos interesses sempre. Entretanto, não há como negar que valores importantes precisam estar alinhados. Pessoas que querem viver uma vida diferente ou tem uma visão de mundo muito diferente podem encontrar dificuldades em manter uma relação - isto não é impossível, desde que ambos estejam dispostos ao itens seguintes “diálogo” e “ceder”. Se desde o início a(o) parceira (o) diz, POR EXEMPLO, que não gostaria de casar, ter filhos ou uma vida familiar, é difícil que alguém que queira tudo isso consiga alinhar as expectativas na esperança que a pessoa mude de posicionamento. Saber minimamente o que a pessoa quer da vida ou de uma relação é essencial para reconhecer se é possível caminhar lado a lado, ainda que haja outros pontos de divergência. É necessário um compartilhamento de ideias para que ambos saibam o que o outro espera de uma relação e da vida de modo geral.


 

Planos/metas

 

De alguma forma esse ponto se combina com a ideia de compartilhar valores. Um casal que queira estar junto a longo prazo é provável que em dado momento terá que se deparar com decisões da vida, e possivelmente identificar se nos planos para o futuro é possível visualizar a presença do outro. É no diálogo e na troca de ideias que é possível encontrar onde os planos individuais podem se entrelaçar e tornar possível um futuro juntos


 

Reciprocidade

 

Numa relação onde há esforço e dedicação de apenas um parceiro tende a fazer com que essa pessoa se sinta sobrecarregada. Em alguns momentos da relação é possível que, devido a situações externas, um dos parceiros esteja sendo tomado por problemas e precise ser mais ajudado do que tenha condições de oferecer ajuda. Entretanto, é preciso ver se no contexto inteiro da relação o interesse e comprometimento estiveram presentes, isto é, se apesar das dificuldades e imprevistos, existe um desejo de ambas as partes em melhorar e nutrir a relação. Oscilações pontuais devido a problemas pessoais devem ser levados em consideração, mas pare e pense “a falta de comprometimento é só agora ou na verdade sempre existiu?”

 

Ceder

 

Pode ser que em alguns momentos as duas partes precisem se  disponibilizar em ser mais flexíveis em prol da relação. Se isso acontece apenas de um lado, com certa frequência, é provável que a relação fique desbalanceada. Porém, quando os parceiros são maduros conseguem compreender que esse é um trabalho para ambos e que nem sempre é vantajoso lutar para ter razão ou “ganhar” uma discussão. Algumas situações vão demandar compreensão e  que ambos cedam para chegar em uma solução em prol do relacionamento. Lembrando que ceder não é ser submisso, mas analisar cada circunstância e estar aberto a chegar em uma solução melhor.



 

Diálogo

 

Por fim, mas não menos importante, o DIÁLOGO. Sem diálogo nenhum dos outros itens se sustentam sozinhos. Tudo vem a partir de uma troca de ideias, de modo que o casal consiga encontrar uma dinâmica que caiba na relação que queiram viver. Se disponibilizar a ouvir o outro, bem como se sentir acolhido é algo que torna a relação mais agradável e saudável. Mas lembre-se: dialogar é um exercício. Nem sempre o casal vai conseguir ter uma boa comunicação desde o começo, mas é importante que exercitar isso seja uma prioridade da relação. Algumas coisas podem ser “reconversadas” diversas vezes até que se chegue a uma dinâmica boa para ambos. 

 

Para alguns pode ser óbvio que tudo isso esteja presente em uma relação  pelo simples fato das pessoas se gostarem. Entretanto gostar de alguém pode ser um catalisador, mas o sentimento sozinho não sustenta uma relação. Essa afirmação pode parecer pessimista para alguns e nada romântica, porém se trata de uma realidade que muitos casais se deparam após passarem pelo o período da “paixão avassaladora”. Sem esses pilares é provável que a relação desande ou aja uma zona de guerra devido a uma serie de maus entendidos e disputas de poder. Toda relação precisa ser construída, e ter bases firmes é o pode ajudá-la a ser sustentável e saudável a longo prazo.

 

E a sua relação, como está?  


 

Flávia F. Costa Rojas

CRP 05/60279

Graduada pela Universidade Federal Fluminense

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