Postado por Túlio de Oliveira Ridolfi em 10/03/2025 14:52
Você já se sentiu culpado ou errado por sentir algo que não consegue controlar?
Muitas vezes, crescemos acreditando que certas emoções são inadequadas. Raiva, medo, tristeza, inveja… Aprendemos a escondê-las, a negá-las ou a minimizá-las, como se sentir fosse um erro. Mas será que isso realmente nos ajuda?
O sofrimento não vem das emoções em si, mas da tentativa de reprimi-las. Quando negamos o que sentimos, essas emoções não desaparecem, elas se manifestam de outras formas: no corpo, como tensões e cansaço, na mente, como ansiedade e confusão, e nos relacionamentos, como distanciamento ou explosões inesperadas.
As emoções, por mais desconfortáveis que pareçam, não são inimigas. Elas são guias, bússolas internas que nos apontam para algo essencial sobre nós mesmos. O medo pode estar nos alertando sobre um risco real ou imaginado. A raiva pode indicar que um limite foi ultrapassado. A tristeza pode sinalizar que algo precisa ser processado e aceito.
Acolher, e não se prender
Acolher nossas emoções não significa ser refém delas. Pelo contrário, significa olhá-las de frente, sem julgamento, e perguntar:
Quando aprendemos a dar espaço para sentir, sem resistência ou culpa, descobrimos que as emoções não são ameaças, são partes legítimas da experiência humana. São mensagens que, quando escutadas, nos ajudam a compreender o que estamos vivendo e a encontrar novos sentidos para nossa história.
Pequenos passos para acolher o que sentimos
Se faz sentido para você começar essa jornada, experimente:
Dar um novo sentido à vida começa pelo acolhimento
Quando paramos de lutar contra nossas emoções, nos tornamos mais livres para compreendê-las. E, ao compreendê-las, abrimos caminho para viver com mais leveza, autenticidade e presença.
Túlio de Oliveira Ridolfi
Psicólogo | CRP: 04/77110