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Vamos falar sobre: Ansiedade

Postado por Central Psicologia em 06/08/2017 16:52:37


Muitos autores contemporâneos se referem à aceleração e fluidez da humanidade, ao imediatismo e aos padrões de consumo e de sucesso. Isto se relaciona com a ansiedade porque todas estas questões causam angústia e medo. O jovem de hoje é impelido a se cobrar cada vez mais cedo, é comum a preocupação com o futuro e os anseios que o rondam.

Até há algum tempo atrás, podia referir-se à ansiedade como algo produtivo, benéfico, que move e que protege. Ainda é possível perceber esta questão assim, porém em menores escalas, pois hoje a ansiedade é um reflexo patológico do estilo de vida atual.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um estado natural que antecipa uma situação de desafio ou de perigo, como conhecer alguém importante ou novo, apresentar um trabalho, viajar para um lugar novo, realizar uma prova importante, etc. No entanto, este estado ansioso passa e a pessoa volta a seu estado normal após determinado acontecimento.

É considerada patológica quando o estado ansioso permanece sem que haja nenhuma situação iminente ou mesmo quando há um estímulo, mas a resposta ansiosa é desproporcional e exacerbada. Ansiedade e medo estão intimamente relacionados, bem como o sentimento de vazio, angústia e a timidez.

Os transtornos ansiosos são classificados em diferentes tipos, entre eles: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), a Síndrome do Pânico, Transtornos fóbico-ansiosos.

Sintomas da ansiedade

Os transtornos de ansiedade são caracterizados por sintomas emocionais, cognitivos e físicos, veja:

  • Emocionais: irritabilidade, sentimento de culpa, medo, preocupação exacerbada com futuro e com a saúde, rebaixamento do humor, comportamento de fuga, nervosismo;
  • Cognitivos: dificuldade de concentração, pensamentos negativos, aceleração dos pensamentos ou “vazio” na mente, linguagem afetada;
  • Físicos: dor no peito, taquicardia, formigamento, sudorese, calafrios, “frio na barriga”, tensão muscular, desconforto gastrointestinal.

Causas da ansiedade

Como já foi dito, o fator cultural é bastante relacionado com o desenvolvimento da ansiedade, por exemplo: o uso de dispositivos tecnológicos com muita freqüência e por tempo prolongado, isto é, o abuso das mídias sociais pode contribuir com o desenvolvimento de um transtorno ansioso devido ao acesso de informações cuja massa é maior do que a suportada normalmente por uma pessoa, além disso, as relações sociais vividas através destes meios são insuficientes para a elaboração de emoções e de aflições, e ainda, a rapidez como estas informações surgem faz com que o sujeito contemporâneo exija tal rapidez em todas as outras situações da vida, sem ter tempo nem mesmo para elaborar um luto, refletir sobre si mesmo ou vivenciar um prazer.

Além do fator cultural elucidado acima, há outros fatores importantes:

  • Genética e hereditariedade;
  • Ocorrência de um evento estressor: por exemplo, morte ou doença de alguém próximo, situações adversas no trabalho, rompimento de relacionamento de forma traumática, etc;
  • Perfil de comportamento e pensamento: pessoas muito aceleradas, autocríticas e introspectivas;
  • Traumas prévios: na infância, adolescência ou mesmo na idade adulta.

Tratamento da ansiedade

É evidente que cada transtorno ansioso tem sua particularidade e, portanto, as formas como serão conduzidas as medidas terapêuticas é de acordo com cada quadro. Mas de uma maneira geral, a psicoterapia e a administração de psicofármacos são essenciais no tratamento da ansiedade.

A psicoterapia pode ser de diversos enfoques, como psicanálise, terapia cognitivo comportamental, terapia centrada na pessoa e, na maioria das vezes, pode ser abordada pela terapia breve, o que possibilita o atendimento psicológico online.

Além da psicoterapia e da administração medicamentosa, é interessante que o paciente mude seus hábitos, passe a realizar atividades prazerosas, se a pessoa gostar pode aderir a atividades como yoga e meditação, além de procurar viver momentos agradáveis com seu círculo social.