Erro

Relacionamentos amorosos: eu e o outro. E agora?

Postado por Paula Nayara Bezerra da Silva em 22/07/2020 21:08:03


Já dizia William Shakespeare: “o amor não se vê com os olhos, mas com o coração.”

Não tem melhor sensação que a de amar e ser amado, não é mesmo? E um relacionamento precisa ser saudável, precisa ser fonte de alegria e satisfação, precisa trazer paz e felicidade. Porém, sabemos que diversas situações podem desgastar a relação. Ciúmes, infidelidade, inseguranças e brigas constantes prejudicam qualquer relacionamento. E muitas vezes surgem várias dúvidas: será que ele/ela é meu parceiro ideal? Será que o erro é meu? O que posso fazer?

Muitas vezes, o ciúmes se torna patológico e causa diversos conflitos dentro da relação. Desconfianças quanto a tudo, desde às conversas do (a) parceiro (a) nas redes sociais, roupas e aparência, contatos com amigos (as) acabam por se tornarem excessivas, causando um “sufocamento” no (na parceiro (a). Cabe lembrar que tais comportamentos podem ser tão repetitivos e excessivos, que podem resultar em um relacionamento abusivo. Nesse caso, as consequências são negativas e graves e exigem cuidados relacionados à mudança de comportamento do (da) parceiro (a) para que voltem a estabelecer uma relação saudável. Ciúmes, quase sempre está relacionado à insegurança, estando voltada a eventos traumáticos passados, como por exemplo, traição do (da) ex parceiro (a), experiências relacionadas à infidelidade dos pais, entre outras razões. A boa notícia é que o ciúmes pode ser administrado e existem várias atividades que ajudam a diminuir a insegurança e aumentar a confiança no (na) parceiro (a).

É importante também esclarecer que muitos conflitos no namoro ou casamento partem de uma baixa autoestima, onde um dos parceiros se sente inferior a outra pessoa, incapaz de oferecer o que o outro merece, não enxerga em si mesmo suas qualidades e o quanto é amado e importante na vida do outro. Para isso, o profissional psicólogo também oferece atividades/exercícios para aumentar a autoestima e se sentir mais seguro e feliz no relacionamento.

Seja a terapia individual ou  a terapia de casal, o objetivo é entender os conflitos existentes, avaliar os pontos fracos e fortes da relação, as características de personalidade de cada um dos parceiros, a dinâmica da relação, quais as cognições, emoções e comportamentos de cada parceiro, avaliar a possível presença de psicopatologias (ansiedade, depressão, transtorno bipolar, fobia social etc), além de diversas outras questões que norteiam a compreensão da vida do casal e contribuem para o direcionamento das ações que visam levar a uma comunicação mais eficaz, à resolução dos problemas, à modificação de crenças disfuncionais sobre o parceiro/a parceira, sobre si mesmo e sobre a relação e a melhoria das relações do casal, algo tão importante na vida do ser humano.

 

Enfim, sabemos que conflitos existem, afinal são diferentes histórias de vida e personalidades, mas é possível estabelecer uma relação saudável a longo prazo, através do autoconhecimento, da autoestima e aprendendo técnicas eficazes a serem postas em prática. É possível ajustar o desajustado. É possível adequar a relação para que seja satisfatória para o casal.

Como está a sua relação hoje?

Como eu posso te guiar nesse caminho?

 

Paula Bezerra – Psicóloga CRP-03/9980