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"Relação emocional e o TAB: como a psicanálise pode ajudar!"

Postado por Karoline Scarlet em 29/08/2023 00:24


O transtorno afetivo bipolar (TAB), caracterizado por alterações de humor extremas, é objeto de interesse tanto para a medicina quanto para a psicologia. Tendo isso em mente, a psicanálise pode ser considerada uma teoria e prática de tratamento complementares no que diz respeito à abordagem do transtorno afetivo bipolar. Nesse artigo, exploraremos a conexão entre o TAB e a psicanálise, tendo em conta as contribuições de teóricas renomadas como Melanie Klein, Donald Winnicott e Sigmund Freud.

 

De acordo com a perspectiva psicanalítica, o TAB resulta do desequilíbrio na relação entre a libido (energia psíquica) e as defesas do ego. Freud acreditava que as emoções e afetos são os condutores da vida psíquica e, quando há um desequilíbrio entre emoções excessivamente negativas e positivas, ocorre uma disfunção psíquica. O TAB seria uma manifestação desse desequilíbrio e uma das principais razões para sua emergência seria a neurose infantil e o Complexo de Édipo.

 

Considerando a perspectiva de Melanie Klein, cuja contribuição é pós-freudiana, a fobia e o medo são originados na relação com os primeiros objetos. Tais objetos podem ser encontrados tanto no espaço interno quanto no externo. A teoria de Klein sugere que os casos de ansiedade e depressão podem ser relacionados à fobia de uma possível perda no objeto, enquanto a mania pode ser relacionada à negação de tais perdas. A abordagem de Klein pode ajudar a analisar como a relação do paciente bipolar com o mundo, pessoas e objetos.

 

Em relação à teoria de Donald Winnicott, o desenvolvimento infantil ocorre em um ambiente facilitador que fornece a base para a formação de um sentimento de identidade. Ele enfatiza a importância do desenvolvimento da capacidade de adaptação do bebê ao ambiente externo, incluindo a figura materna, e explica a influência da falta de um ambiente facilitador no desenvolvimento do TAB. Com base nisso, Winnicott destaca a importância do ambiente facilitador para que as pessoas que possuem predisposições psicológicas ao TAB possam compreender melhor suas emoções e lidar melhor com elas.

 

O TAB é uma condição complexa e multifacetada. Por isso, sua abordagem requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo médicos, psicólogos e psicanalistas. A perspectiva psicanalítica do TAB é importante para a compreensão do funcionamento da mente e na relação do indivíduo com o mundo interno e externo. A psicoterapia, juntamente com a psicanálise, pode ser útil para a pessoa que possui o transtorno, ajudando-a a compreender melhor suas emoções e lidar com elas de forma mais eficaz.

 

Em suma, a psicanálise pode ser vista como uma abordagem promissora no que diz respeito ao tratamento do TAB. Tendo em conta as contribuições de Freud, Klein e Winnicott na relação entre o TAB e a psicanálise, é possível obter um quadro mais completo da dinâmica psíquica envolvida no transtorno e, assim, individualizar o tratamento e promover a recuperação a longo prazo.

 

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